Locais a Descobrir - Convento da Arrábida

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Mandado construir no século XVI, o Convento da Arrábida inclui o Convento Velho, localizado na parte mais elevada da serra, e o Convento de Novo, que se encontra a meio da encosta, assim como o Jardim e o Santuário do Bom Jesus. A sua edificação, erigida em harmonia com o ambiente envolvente da serra, foi fundada em 1542, por Martinho de Santa Maria, frei franciscano a quem foram doadas as terras por D. João de Lencastre, primeiro duque de Aveiro. Tendo um total de 25 hectares localizados em pleno Parque Natural da Arrábida, o convento é hoje propriedade da Fundação Oriente, instituição que adquiriu o espaço em 1990 a Manuel de Souza Holstein Beck. O local, ainda antes da construção de edifícios, começou por cerca habitado por frades que escavaram celas nas rochas e assim viveram durante dois anos. Seguiram-se obras a mando de D. Jorge de Lencastre, que mandou erigir uma cerca em torno da área do convento, e, mais, a cargo de D. Álvaro, que ordenou a edificação de uma hospe...

Locais a Descobrir - Forte de São Filipe



A construção vista do pátio exterior que circunda o castelo, apresenta-se severa e sóbria, como modelar exemplo arquitectónico de traço militar que é. A Obra, cujo projecto obedecia aos modelos mais avançados da época, foi levada a cabo pelo Engenheiro militar italiano, Filipe Terzi, a mandado de D. Filipe I.
A primeira cintura de muralhas, foi mandada construir no século XIV e ficou conhecida pelo nome de cerca velha, esta é constituída por quatro portas, dezasseis postigos e numerosas torres e cubelos.
A fortificação abaluartada de estrela irregular com seis pontas é reveladora das adaptações à artilharia, permitindo grande diversidade de posições de tiro e maior eficácia na defesa. Mas, por outro lado, as muralhas são de construção inclinada de forma a oferecer também maior resistência ao impacto de projéteis. As saídas dos subterrâneos humanizam, em cada um dos seus ângulos interiores a impenetrabilidade da muralha, se bem que nada se vislumbre na escuridão destas aberturas.
Embora não haja vestígios de um fosso com água contornando a construção, reconhecem-se na parede os traços da anterior existência de uma ponte levadiça.
Passando pelas duas portas de madeira, de grande volume e antiguidade e,sendo o seu estado ainda original, encontramos o átrio, onde a nudez e a simplicidade das paredes, não deixam margem a especulações e apenas um pequeno forno ali se encontra, quebrando a impessoalidade desta dependência, tendo servido em tempos para aquecer a sentinela.
Após alguns incentivos ao desenrolar da obra, entre os quais, o lançamento de novos impostos à população e aos negociantes de sal. Embora o forte, cujas obras foram concluídas por volta de 1600, tenha sido mandado edificar na sequência de uma imperiosa necessidade de controlar o acesso à barra do Sado, não deixa de ser notável a sua defensiva posição em relação à cidade, fator este que viria a ter expressão na sua aderente resistência aos tumultos da restauração em 1640.
Contudo, assim, só no dia 14 de Dezembro do mesmo ano e após seis dias de resistência ao cerco que João Gomes da Silva aqui levantou, depois de aclamar D. João IV Rei de Portugal, esta fortaleza e as suas tropas se renderam aos militares e à população de Setúbal, aceitando por fim o novo regime proclamado na revolução do dia 01 de Dezembro de 1640. Aqui foram retidos, em 28 de Julho de 1641 alguns dos suspeitos de participação na tentativa de regicídio contra o novo rei, tais como D. António de Ataíde, conde de Castanheira e outros, que foram julgados e sentenciados imediatamente, pela conspiração que tinha por chefe o Arcebispo de Braga, D. Sebastião de Matos e Noronha. Foi este Castelo novamente usado como prisão de estado, quando em 1758 aqui foram retidos alguns fidalgos acusados de conspirar contra a vida de D. José I de Portugal.

A Casa do Governador

A Casa do Governador, foi consumida pelas chamas a 10 de Fevereiro de 1868, juntamente com os quartéis, na sequência de um ato criminoso que se julga ocultar uma manobra política destinada a desviar a atenção popular das eleições que nesse dia se realizavam na cidade.Aqui foi aprisionado Paulino de Oliveira, poeta e Jornalista republicano, acusado de encabeçar um violento tumulto popular em Março de 1890.
Em relação à arquitectura do castelo, destaca-se a sala que agora serve de sala de reuniões, mas onde outrora se torturava um carcereiro indiferente, enquanto no anexo ao lado os prisioneiros aguardavam sentados o momento de serem conduzidos a uma cela fria e sem luz, onde muitos passariam o resto dos seus dias.

A Capela

A Capela de S. Filipe foi mandada erguer pelo rei D. Manuel em 1736 e contem um valor decorativo de enorme riqueza nos azulejos azuis e brancos do século XVIII, que forra toda a capela, manifestando a arte da autoria de Policarpo de Oliveira Bernardes (1695 - 1778), estes painéis representam parte da história do Forte de S. Filipe, hoje em dia quase intactos. Nas paredes da capela-mor que envolve o altar, a Virgem pintada em sucessivas cenas da sua vida, terá assistido vezes sem conta ao ritual religioso que ali já não se celebra, pois a última cerimónia foi um casamento em 1973.

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